Dieter Duhm, nascido em1942 em Berlin, Alemanha, é doutorado em sociologia, escritor, historiador da arte e psicanalista. É o iniciador do “Plano dos Biótopos de Cura”, um plano global para a paz.

Em 1967, envolveu-se na esquerda marxista e tornou-se um dos principais personagens do movimento estudantil europeu. A sua experiência levou-o a estabelecer uma ligação teórica entre a revolução política e a emancipação do indivíduo. Tal perspectiva tornou-se conhecida através de seu livro “Angst im Kapitalismus” [Medo no capitalismo] (1972). Em meados da década de 1970, começou a distanciar-se publicamente do dogmatismo do pensamento marxista e a desenvolver uma perspectiva mais profunda no que diz respeito à condição humana.

Em 1978, ele criou o projeto “Bauhütte”, que consistiu numa experiência social de três anos, com 40 participantes, que teve lugar na Floresta Negra, na Alemanha. O tema do trabalho foi “criar uma comunidade nos nossos tempos”, abraçando todas as perguntas sobre a origem, o significado e objectivo da existência humana no planeta Terra. Os contornos de uma nova possibilidade de existência surgiram com os conceitos de “amor livre”, “ecologia espiritual” e “tecnologia de ressonância”.

Em 1995, fundou Tamera, um centro de pesquisa para a paz, em Portugal, juntamente com a teóloga Sabine Lichtenfels, entre outras pessoas. Tamera tem actualmente cerca de 160 colaboradores.

Dieter Duhm tem dedicado a sua vida à criação de uma estrutura eficaz para uma iniciativa de paz global que possa fazer frente às forças destrutivas da globalização capitalista.

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Sabine Lichtenfels, nasceu em 1954 numa família de artistas. Desde muito cedo que se preocupa com questões de amor e vê em Jesus um modelo revolucionário. Aos 16 anos de idade, envisionou “uma aldeia onde todos os amantes vivam juntos e ninguém tenha de abandonar ninguém.” Entretanto estudou teologia, casou-se e deu à luz a sua primeira filha. Em 1978, conheceu Dieter Duhm e junto com seu amigo comum, Charly Rainer Ehrenpreis, fundaram o Plano dos Biótopos de Cura.

Em 1981, deixou a igreja e tornou-se co-iniciadora de uma experiência social de três anos – um projecto de pesquisa e construção de comunidade na Floresta Negra, Alemanha, onde as bases para a co-habitação pacífica foram desenvolvidas através de experiências da vida real. Através da exploração e partilha dos seus processos interiores no que diz respeito ao amor, ela começou a pesquisar a construção de uma cultura de paz com base na reconciliação e verdade entre os géneros. Desta forma, ela esclarece de forma exemplar as estruturas da guerra mundial entre os géneros, especialmente através do exemplo de sua longa parceria com Dieter Duhm. Nos pontos onde poderia ter surgido conflito, ela usou com persistência o grande poder da confiança. Por isso, ela tornou-se uma orientação para muitos jovens, oferecendo apoio nas suas questões em torno do amor, da sexualidade e da construção de comunidade. Além disso, tem dedicado o seu trabalho para a paz às zonas de crises ou atingidas por conflitos. Ela vai a lugares que a maioria das pessoas evitam – a floresta colombiana e áreas da guerra civil, campos de refugiados palestinianos, assentamentos israelitas e bases militares – e promove o dialogo para além das fronteiras. As suas habilidades mediúnicas permitem-lhe ter acesso a culturas matriarcais pré-históricas e ao conhecimento de civilizações antigas de Malta, Creta e Nubia, culturas indígenas e cristianismo primitivo. Ela traduz as suas fontes de conhecimento para a linguagem do nosso tempo nos seus livros, seminários e palestras. A forma como liga o conhecimento erótico e espiritual ao social leva a que seja procurada muitas vezes pelos media e que ocasionalmente seja alvo de controvérsias e resistências.

Entre1988 e 1992, Sabine coordenou “campos do deserto” – programas de educação espiritual em vários lugares da natureza. Estes campos incluem a análise de sonhos, transe, oração e comunicação com a natureza. Entre 1992 e 1995, coordenou a Academia Erótica em Lanzarote. Esses projectos levaram à fundação de Tamera, em 1995, com Dieter Duhm e Charly Rainer Ehrenpreis. Ela foi atraída para a terra onde se localiza Tamera através da sua pesquisa psíquica sobre o círculo de pedra em Évora.

Em 2004, em conjunto com Marko Pogacnik, começou a criar uma obra de arte geomântica comunitária em Tamera – um círculo de lithopunctura, que será um ponto de acupuntura para a paz. Em 2005, chocada e abalada pela guerra iminente no Irão, empreendeu sozinha uma peregrinação de paz que durou vários meses, durante a qual não usou nenhum dinheiro. O seu percurso resultou na primeira Peregrinação Grace através de Israel e na Cisjordânia, na Palestina, e na celebração do primeiro Dia Global da Graça a 9 de Novembro. Desde então que esta data tem servido como um dia anual de comemoração com vista à superação de todas as fronteiras. Desde 2005 que quase todos os anos tem lugar uma peregrinação Grace, sobretudo em áreas de crise, como a Colômbia ou no Oriente Médio. Em 2005, também foi nomeada por uma iniciativa suíça para o Prémio Nobel como uma das “1000 Mulheres pela Paz.” Em Tamera, ela coordena a Escola Global do Amor e “Terra Deva,” o departamento de pesquisa espiritual.

Sabine Lichtenfels é a mãe de duas filhas e avó de três netos.

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Leila Dregger, nasceu em 1959. É jornalista freelancer, escritora e antiga editora da revista “Weibliche Stimme – für eine Politik des Herzens” (A Voz Feminina – Por uma Política do Coração). Vive a maior parte do tempo em Tamera.

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Martin Winiecki, nasceu em 1990 em Dresden, Alemanha. Aos 14 anos, tornou-se activista político na sua cidade natal Dresden. De 2006 a 2009, estudou educação para a paz em Tamera, Portugal. Desde então que trabalha em Tamera como coordenador da Escola Nova Terra, uma plataforma de educação on-line. Ele é um networker dedicado e apesar da sua tenra idade, um analista brilhante dos acontecimentos políticos globais e movimentos sociais.

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Madjana Geusen nasceu em Bona em 1959. É artista plástica e membro da comunidade de Tamera.

Segundo ela: “Em 1979, quando tinha 20 anos, quando procurava um sentido e propósito para a minha vida, conheci a Bauhütte em Leuterstal. Esta foi a primeira estação do projecto que Dieter Duhm fundou em 1978. ‘O revolucionário dos nossos tempos é aquele que descobre a vida’ era uma das teses da Bauhütte. Encontrar esse lugar foi um sonho tornado realidade.

Em 1982 juntei-me ao “Projecto por uma Terra Livre”, que em 1995 levou à criação de Tamera Biótopo de Cura 1 em Portugal. É lá que trabalho desde 1999 de forma permanente. A arte é o meu Tao, o meu caminho de poder – embora não seja pintora, mas artista plástica. Sinto-me ligada à ideia de arte como a criação de uma dimensão que não está sujeita a identificação. Há um segredo aqui: Uma forma inteiramente nova de ver a vida. Podemos, através da arte, abrir novas perspectivas e áreas na nossa vida que de outra forma se manteriam inconscientes e nos controlariam sem nos apercebermos. Isto pode ser feito de forma leve e alegre se trabalharmos de forma artística no desenvolvimento de novas perspectivas para a vida. Este é o objectivo dos nossos workshops e cursos de arte.”

Beate Möller, nasceu em Frankfurt am Main em 1957. É arquitecta e artista plástica. É membro do projecto dos Biótopos de Cura desde 1985.